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Bricolage

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Activismo pós-materialista

27.01.06 19:16 #

Cada vez mais acredito que a verdadeira politica se faz nas lojas. Numa sociedade onde o consumo parece ser a única crença comum e o dinheiro divino, a melhor forma de intervir na sociedade é através das nossas escolhas, não no Cavaco ou no Alegre, mas nos produtos que compramos.


Se tivermos isto em atenção, ir às compras pode tornar-se um desafio. A lista (incompleta) de produtos disponiveis nas prateleiras da maioria dos supermercados produzidos por empresas que demonstram baixos niveis de responsabilidade social é extensa:

Os meus cereais favoritos são da marca X, mas a empresa está na lista acima?! Que fazer? Para mim ajuda ver o acto de comprar como um apoio a uma politica empresarial, um patrocinio, uma doação para uma causa. E algumas destas causas eu não quero mesmo apoiar.

Penso que parte do problema advém do facto de sermos levados a acreditar que as nossas escolhas não são relevantes, afinal somos só "mais um". Mas esse raciocínio é erróneo, pois nestas eleições quase ninguém se abstém.

Cuscuz de citrinos

21.01.06 12:57 #

Pôr ao lume copo e meio de água. Enquanto espera que ferva, prepare os ingredientes: coloque o cuscuz dentro de uma taça grande (larga e baixa); pique a cebola e o pimento e raspe um pouco da casca da laranja, do limão e da lima para dentro da mesma taça.

Retire a àgua do lume. Junte-lhe sal e o caldo vegetal, mexendo para que se desfaça. Verta sobre os cuscuz e espere até que todo o liquido tenha sido absorvido. Então, esprema o sumo dos citrinos sobre a mistura, adicione os coentros picados e um fio de azeite. Finalmente, usando um garfo, mexa de forma a separar os grãos. Sirva, por exemplo, com caril de grão ou douradinhos de tofu.

Mais cuscuz: com vegetais, "with spiced zucchini".

Jardinagem para obsessivos

19.01.06 11:26 #

O interesse pelas coisas da terra não nasceu agora. Durante parte da minha adolescência tive bastante contacto com a "reforma agrária". O suficiente pelo menos para manter os "dedos verdes".


Sabendo que ia passar a suburbano, e terra não ia faltar, pesquisei sobre como produzir o máximo com o mínimo trabalho. Nesse processo tomei contacto com conceitos tão interessantes como a permacultura, "companion planting", "vertical and lasagna gardening" entre outros.

Depois de um ano (agrícola entenda-se) de algumas glórias, outros tantos fracassos e muito trabalho, essa pouca experiência e o lado obsessivo da minha personalidade levaram-me a escolher como técnica preferencial o "Square Foot Gardening".

Alguns dos mandamentos do método "Square Foot" são:

Pequena selecção de plantas, flores e ervas favoritas e pouco exigentes:

Existem poucas coisas tão satisfatórias como levar da horta para a mesa o resultado da nossa produção! Por isso, espero quando regressar à cidade ter onde fazer crescer pelo menos o básico: ervas aromáticas, alfaces e uns tomates cherry. Senão vou ter de recorrer a técnicas de "guerrilla gardening".

Hop o' My Thumb

04.01.06 11:40 #

A pequenita gosta de histórias, e este Natal ficou bem fornecida de material. 365 histórias de encantar e as histórias tradicionais portuguesas. Somadas ao espólio já existente. Isto é bom, apesar da repetição ser ainda uma característica apreciada, a possibilidade de não termos de o fazer é igualmente desejável.


A questão é qual é a moral da história do pequeno polegar? Quem a escreveu?  Não parece coisa para crianças... Resumindo livremente:

"Um dia um lenhador muito pobre resolve, por falta de recursos, abandonar os seus 7 filhos na floresta escura, que no entanto conseguem, guiados por Polegarzinho, regressar a casa. O pai volta a abandona-los, desta vez com sucesso.

Perdidos, encontram hospedagem no castelo de um gigante, disposto a come-los assim que a noite caia. Mas que acaba por ser levado sub-repticiamente a comer as próprias filhas.

Depois de fugir e se apropriar das botas do gigante, dotadas de muito poder, Polegarzinho ascende profissionalmente, o que lhe permite então sustentar o seu agregado familiar."

Moral (mesmo no fim)

«...a vitória da adversidade através da coragem, da inteligência, a possibilidade de vencer o medo do que é maior. Polegarzinho é isto...»

«It is no affliction to have a large family [...] often the runt of the litter ends up making the family fortune.» ou na Wikipedia «[Little Thumb] greater wisdom compensates for his smallness of size.»

Coisas da Idade da Trevas. Desconfio que voltaremos a este assunto.

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