«Estar consciente é, basicamente, um processo decorrente do
reconhecimento de padrões. Isto não leva automáticamente a uma
consciência objectiva, uma vez que podemos estar (em sonhos ou na esquizofrenia) conscientes de "memórias" de coisas não existentes na (exo)realidade.
Porquê? Porque a nossa consciência é iludida, como pode acontecer sob o efeito de altas doses de cannabinoides.
Estar consciente de falsas memórias é uma experiencia excitante que nos
abre as portas a um número quase infinito de experiencias
subjectivamente imaginárias!»
O espaço é altamente, e as exposições que lá estão (actualmente) também são muito boas. E por falar em comida gostei especialmente de Claes Oldenburg & Coosje van Bruggen. Grandes (projectos de) esculturas com objectos do dia-a-dia como pinos de bowling, gelados, sanduíches e caroços de maçã.
Ofereceram-me o ultimo albúm do Gabriel! Está pior, mais «rockalhada»,
menos hip-hop. Ele faz referencia a isso mesmo, quando numa gravação de
conversa telefónica alguém lhe pergunta: e aí Gabriel? Está mudando
suas músicas? Não, estou musicando minhas mudanças.
Confesso que nunca fui grande fã da sua música, mas sempre curti a atitude e as letras, especialmente as letras.
"Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a
gente. A gente muda o mundo na mudança da mente. E quando a mente muda
a gente anda para frente. E quando a gente manda ninguém manda na
gente..."